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Momo: Psicóloga orienta pais que estão assustados

Os principais indícios de que as crianças tiveram contato com o desafio são alterações nos comportamentos de forma geral

21/03/2019 09h50Atualizado há 2 meses
Por: Direto da Redação
Fonte: Direto da Redação
 

A aparição da boneca Momo em vídeos do YouTube Kids, nos quais ela incentiva crianças a cometer suicídio, tem gerado várias discussões nas redes sociais. Os temas são os mais diversificados possíveis sobre a veracidade da notícia e a questão dos cuidados que os pais devem ter com o que os filhos consomem na internet.

Para falar sobre o assunto o Portal Visão Piauí procurou a Psicologa Layla Rebêlo de Oliveira Araujo,  Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e Analítico Comportamental. Layla, orienta os pais para ficarem atentos ao comportamento dos filhos nas redes sociais, leia;

Sabemos que a tecnologia traz para nossa sociedade os mais diversos tipos de informação, tanto boas quanto ruins. Quando envolve crianças, assuntos como temas impróprios para a idade, pedofilia, entre outros, são os que mais fazem os pais ter uma atenção maior quanto ao uso dessa tecnologia pelos pequenos.

O assunto da vez é o desafio da Momo que, na verdade, é uma escultura criada por uma empresa de efeitos especiais do Japão, posta em uma exposição e fez muito sucesso. Hoje, circulam vídeos na internet em que essa imagem aparece em meio a vídeos infantis e instigam crianças a cometerem violência contra os pais, umas com as outras e até mesmo suicídio.

são alterações nos comportamentos de forma geral, agressividade, medo, alterações do sono e de humor, isolamento, além da fala, já que muitas vezes essas crianças repetem o que escutam ou pelo menos falam durante alguma brincadeira ou conversa com pais ou amigos. Os pais tem que ficar atentos a essas alterações, ao que a criança diz, aos medos que elas apresentam e que muitas vezes podem parecer bobagem, já que eles podem trazer ainda mais malefícios aos pequenos, podendo transformar-se em traumas, ansiedade, pânico, depressão, fobias, enfim.

A dica que dou e o que é sempre válido lembrar, é o acompanhamento de perto quando o assunto é criança e telefone, já que tem outras atividades a serem supervisionadas, tais como jogos violentos e conversas em aplicativos em geral. No caso do desafio, além de observar os comportamentos da criança os pais têm que conversar sobre o tema e explicar o porquê de ela não poder assistir a tais vídeos, sempre respeitando a idade da criança.

Para finalizar, o ideal é que a criança tenha brincadeiras de criança, tenha um tempo limitado na internet (adiar ao máximo o início do uso) uma vez que este em demasia pode causar dependência, além de tudo que já foi citado anteriormente. Atenção e orientação aos pequenos nunca é demais.

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