TREVO e ALMEGA
Voto por panela

Eleitores trocam voto por panela, revela lista apreendida em operação do Gaeco

A lista detalha nomes dos eleitores e partidos que seriam beneficiados.

08/10/2020 16h11
Por: Direto da Redação
Fonte: cidadeverde
Eleitores trocam voto por panela, revela lista apreendida em operação do Gaeco
Eleitores trocam voto por panela, revela lista apreendida em operação do Gaeco
 

A operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual apreendeu várias listas, entre elas, a de eleitores trocando voto por panelas. 

Os materiais foram apreendidos durante buscas na residência do prefeito de Agricolândia, que foi alvo da operação do Gaeco. Foram cumpridos 19 mandados em oito cidades - Passagem Franca, Teresina, Agricolândia, Barro Duro, São Pedro do Piauí, Demerval Lobão, Lagoinha do Piauí e Campo Maior.

O   prefeito  de Agricolândia Walter Alencar e sua esposa Kelly Alencar foram detidos em flagrantes e levados para a Delegacia de Água Banca.

A lista detalha nomes dos eleitores e partidos que seriam beneficiados. 

Entre as supostas compra de voto está na lista, além de panelas, milha de telhas, carradas de areia, madeira, ajuda pra consertar moto e metros de muro.

O promotor de justiça, Mário Normando destacou que há indícios de compra de votos. 

"Na lista há nomes de pessoas e bens como panela, milha de telhas e madeira, que seriam destinados a eleitores. Possível compra de votos será investigada", disse o promotor.

A primeira-dama de Agricolândia, Kelly Alencar é candidata a prefeita em Lagoinha.

Na residência do prefeito foi encontrada uma arma, R$ 87 mil em dinheiro e 40 mil em cheques.

O foco da investigação é a prefeitura de Passagem Franca e o crime teria ramificações em outros municípios. 

"As investigações apontam que o prefeito de Agricolândia e sua esposa participam de empresas sem capacidade operacional e que estariam em licitações montadas", disse o promotor Mário Normando.

Cerca de 10 empresas estão sendo investigadas. Os suspeitos são gestores públicos, empresários e servidores. Os crimes vão desde lavagem de dinheiro, fraude em licitação e desvio de recursos públicos. 

O portal Cidadeverde.com tenta contato com as prefeituras alvos da operação e deixa espaço aberto para esclarecimentos.