TREVO e ALMEGA
Abertura de igrejas

Diocese de Campo Maior divulga protocolo para reabertura das Igrejas e Áreas Pastorais

A decoração da igreja deverá ser o mais minimalista possível.

24/07/2020 18h18Atualizado há 2 semanas
Por: Direto da Redação
Diocese de Campo Maior divulga protocolo para reabertura das Igrejas e Áreas Pastorais - Foto:Visão Piauí
Diocese de Campo Maior divulga protocolo para reabertura das Igrejas e Áreas Pastorais - Foto:Visão Piauí
 

A Diocese de Campo Maior, neste tempo de quarentena por ocasião da pandemia da COVID-19, tem observado as orientações dos profissionais da saúde e da vigilância sanitária para o bem de seus fiéis e, por isso, suspendeu suas atividades celebrativas e pastorais de forma presencial. No entanto, não se absteve de continuar a oferecer o sacrifício da missa e suas orações para o louvor de Deus e o bem do seu povo, transmitindo-as pelos meios de comunicação social e com grande aderência da parte dos fiéis. Não faltou nem mesmo a preocupação e a caridade para com os sofredores e necessitados.

Tendo em vista que a sociedade s " alt="" />e prepara para uma retomada gradual de suas atividades, pautados nas determinações dos organismos competentes, também nós, como Igreja, preparamo-nos para uma nova fase de reabertura sistemática e responsável de nossas paróquias, áreas pastorais e outros serviços diocesanos. Prevemos o reinício de nossas atividades de forma presencial para dia primeiro de agosto do corrente ano (01/08/2020). Para tal fim, estabelecemos este protocolo com normas e orientações, preparadas com base no Protocolo do Governo do Estado do Piauí e nas orientações da CNBB, adaptados à nossa realidade diocesana. Este será um bom documento de consulta, que será observado em toda a diocese.

I – RECOMENDAÇÕES GERAIS

O pároco (administrador paroquial, vigário ou dirigente) deve orientar, por meio de alertas (cartazes, placas, pôsteres, mensagens de textos ou sonoras ou audiovisuais, letreiros de led etc.) aos frequentadores que não poderão participar dos cultos, missas e liturgias, caso apresentem seguintes sintomas: sinais de síndromes gripais (coriza, tosse seca, dor de garganta, falta de ar), febre, mialgia, diarreia, cefaleia, perda parcial ou total de olfato ou paladar;

Organize-se o acesso à igreja (também o estacionamento, se houver) de forma a evitar o cruzamento de pessoas no momento da entrada e saída dos fiéis e dos veículos;

A equipe de acolhida esteja disposta na porta de entrada auxiliando os fiéis no cumprimento das normas de proteção (máscaras, higienização das mãos, distanciamento devido, uso do tapete sanitizante etc);

A lotação máxima autorizada é de 30% da capacidade da igreja, considerando pessoas sentadas, respeitando-se o distanciamento de 2 metros entre os fiéis;

Caso o número de fiéis exceda o número máximo estipulado de participação (30%), as paróquias poderão acrescentar o número de missas a serem celebradas nos domingos e solenidades de preceito;

Havendo um espaço apropriado e considerando a estrutura da igreja (pequena, sem muita ventilação), prefira-se as celebrações campais, ao ar livre;

Disponibilize-se tapete sanitizante pedilúvio na entrada das igrejas e capelas;

Durante as celebrações, as portas e as janelas da igreja, deverão permanecer abertas para evitar que qualquer fiel tenha de tocar em puxadores ou maçanetas, assim como, para manter a troca de ar com ambiente externo;

Disponibilize-se lavatórios/pias com água, sabão, papel toalha e lixeira com pedal e tampa e/ou dispensadores/totens de álcool gel a 70% na entrada das igrejas e capelas;

Disponibilize-se dispensadores/totens de álcool gel a 70% também em lugares estratégicos, como, próximo aos corredores de entrega da comunhão, bebedouros, altar, coro, capela do “Santíssimo”, confessionário, banheiros etc, em quantidade suficiente e distribuídas de forma a evitar aglomeração de pessoas;

Isolar bebedouros de bico inclinado, caso existam. Se necessário aconselhar que cada fiel traga sua garrafa de água de casa e saiba bem conservá-la;

Caso existam recipientes de água benta junto às entradas da igreja, estes devem permanecer vazios;

Idosos, pessoas do grupo de risco ou quem o preferir, sejam aconselhadas à participação da missa transmitida pelos meios de comunicação, com devida orientação sobre a comunhão espiritual;

Defina-se o fluxo de entrada e saída, com marcação no piso, definindo portas distintas para entrada e saída. E caso haja portas que não serão utilizadas lacrar com fitas suspensa para não comprometer a circulação do ar;

Os corredores e filas deverão ser organizados com fitas suspensas, indicando o trajeto a ser percorrido, em sentido único, para evitar que os frequentadores se cruzem, sempre respeitando a distância mínima de 2 metros;

Os lugares de assento deverão ser disponibilizados de forma alternada entre as fileiras de bancos, devendo estar bloqueados de forma física aqueles que não puderem ser ocupados. No caso de cadeiras, deve-se isolar as que não podem ser utilizadas e em caso de bancos, deve-se isolar os espaços, de forma a obedecer ao distanciamento de no mínimo 2 metros entre as pessoas;

Todos participantes devem usar máscaras, incluindo padres (presidente e concelebrantes), ministros, acólitos, coroinhas, diáconos, cantores e frequentadores;

Durante toda a celebração, as máscaras não poderão ser retiradas, exceto para a comunhão e com os devidos cuidados higiênicos;

O coro deve ter somente a participação de um vocalista (cantor) e o instrumentista, que dever seguir todas as normas sanitárias aqui declaradas;

Além do presidente, a celebração pode acontecer com a participação de outros ministros (ministros extraordinários da comunhão eucarística, acólitos e coroinhas) em número adequado ao espaço existente no presbitério, cumprindo-se as regras do distanciamento de no mínimo 2 metros;

Não realizar contato físico em nenhum momento da celebração da missa;

Realizar a limpeza da área interna e externa com posteriormente desinfecção com água sanitária diluída em água (250ml de água sanitária com 750 ml de água), através de borrifação na altura de 1,80;

Realizar procedimentos que garantam a higienização continuada igreja, intensificando a limpeza das áreas com água sanitária diluída em água, álcool a 70% ou outro desinfetante regularizado e indicado pela ANVISA, quando possível, sob fricção de superfícies expostas, como maçanetas, mesas, teclado, mouse, materiais de escritório, balcões, corrimãos, interruptores, banheiros, lavatórios, pisos, entre outros;

Intensificar a higienização dos sanitários existentes (água sanitária na diluição de 500 ml do produto para 500 ml de água), sendo que o funcionário deverá utilizar os equipamentos de proteção apropriados (máscara, luva de borracha, avental, calça comprida e sapato fechado);

Quando existir a exposição de imagens e objetos de adoração, colocar barreira de segurança para evitar o contato direto dos frequentadores e manter a higienização dos mesmos;

A decoração da igreja deverá ser o mais minimalista possível.

II – AS CELEBRAÇÕES EUCARÍSTICAS

A – Antes da celebração:

Higienize-se, para cada celebração, o ambiente celebrativo, especialmente os objetos que possam ter contato direto com as mãos: bancos, corrimãos, dentre outros;

Cuide-se para que, se possível, haja microfones individuais para cada ministro, especialmente o presidente, comentarista, cantor; e que estes sejam higienizados antes de cada celebração;

Troque-se cálice e alfaias ou pelo menos, faça-se a devida higienização destes, especialmente quando há mudança de presbítero presidente de uma celebração para outra;

Na sacristia, esteja o menor número possível de ministro, evitando aglomeração e favorecendo o distanciamento.

B – Ritos Iniciais:

O animador/comentarista da celebração deve exortar todos os fiéis, incluindo os diversos ministros ordenados ou não, para que obedeçam ao distanciamento devido, atentem ao espaço demarcado e ao uso de máscaras o tempo inteiro das celebrações;

Não se adote o jornalzinho litúrgico ou folha de cantos para o uso dos fiéis;

A procissão inicial seja feita com o número mínimo de ministros e mantendo o distanciamento necessário;

O presidente, demais presbíteros concelebrantes e diáconos evitem dar o beijo no altar, esse pode ser substituído por uma inclinação profunda.

C – Liturgia da Palavra:

Antes e depois de proceder à primeira e segunda leitura bíblica, salmo, Evangelho e preces, higienize-se as mãos com álcool a 70%, assim como, ao tocar no ambão, nos livros sagrados e no microfone;

Deve-se efetuar as leituras sem retirar as máscaras, lembrando-se de manter microfone na distante devida da boca;

Dê-se preferência a microfones com pedestais, onde não se necessita tocar o microfone;

Aconselha-se os leitores, salmistas e diáconos ou presbíteros que proclamam os textos sagrados que o façam de máscaras adequadas que não comprometam a comunicação da Palavra de Deus;

Na proclamação do Evangelho, omite-se, no início, o sinal da cruz nos lábios e no final da proclamação, sobre o texto sagrado. Substitui-se ainda o beijo no livro dos Evangelhos por uma inclinação profunda (recomendação CNBB, nº 18).

D – Apresentação das Oferendas:

Não haja mobilização dos fiéis com procissão das oferendas nem para as coletas;

Para as ofertas em dinheiro, as cédulas podem ser acondicionadas em saco plástico ou envelope pelos fiéis, preferencialmente antes da chegada à igreja, para que não haja manipulação de notas/moedas dentro dos templos;

O recolhimento das ofertas deve ser feito por uma equipe preparada, em sacos de tecido (mochilas) colocados em longas varas, para que se respeite o distanciamento de 2 metros;

Antes de levar ao altar o cálice, a âmbula e as galhetas com vinho e água, o coroinha ou ministro higienize suas mãos e seja levado também ao presidente o álcool gel para higienização, só após fará a apresentação do pão e vinho;

A partir deste momento, o presidente evite tocar o microfone e o missal, preferindo um microfone com pedestal e um ajudante que, mantendo o distanciamento, auxilie com o uso do missal.

E – Oração Eucarística:

O cálice e a patena deverão permanecer cobertos com palas, apenas se destampando no momento em que o sacerdote presidente os toma nas suas mãos para a consagração (recomendação CNBB, nº 22);

As âmbulas com as partículas para os fiéis, devem ser mantidas tampadas (recomendação CNBB, nº 22);

Ao proferir as palavras de Jesus sobre o pão e vinho, evite-se a inclinação sobre os mesmos.

F – Rito da comunhão:

Não se reze o Pai Nosso com as mãos dadas e não haja a saudação da paz (recomendação CNBB, nº 23);

A higienização das mãos seja feita ainda, antes da distribuição e da recepção da comunhão (padres, ministros, fiéis);

Na missa concelebrada, o presidente evite tomar do cálice antes dos demais concelebrantes comungarem por intinção, ao menos que hajam cálices diferentes para os concelebrantes. Não seja passado o mesmo cálice com vinho consagrado a ser consumido para vários concelebrantes;

O diálogo da comunhão (“Corpo de Cristo”–“Amém”) deve ser dito uma única vez, de forma coletiva, não precisando repeti-lo a cada fiel (recomendação CNBB, nº 25);

A distribuição da Sagrada Comunhão deve ser feita preferencialmente por padres, diáconos e ministros extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística que não se enquadrem no grupo de risco;

A Comunhão seja dada na mão do fiel, somente na espécie do pão eucarístico. Este será levado à boca pelo próprio fiel, mantendo-se a distância segura de no mínimo 2 metros. Retira-se a máscara, tirando apenas uma haste da mesma e recolocando-a em seguida;

A purificação dos vasos sagrados seja feita pelo ministro que consumiu o vinho consagrado.

G – Ritos finais:

Os fiéis devem ser orientados a deixar a igreja, respeitando as regras de distanciamento de no mínimo de 2 metros (se possível deve ser feito marcação no piso) e as pessoas não deverão se aglomerarem diante da igreja (recomendação CNBB, nº 30);

As primeiras pessoas a sair devem ser as que estão mais próximas da porta de saída, evitando, desta forma, que as pessoas se cruzem (recomendação CNBB, nº 30).

III – OUTRAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS E ATIVIDADES ECLESIAIS

As regras relativas à higiene e ao distanciamento entre participantes aplicam-se, de igual modo, às demais ações litúrgicas e aos outros “atos de piedade” (recomendação CNBB, nº 29);

Os integrantes do grupo de risco poderão receber ATENDIMENTO EM DOMICÍLIO, de forma a evitar a exposição destas pessoas a fim de reduzir o risco de transmissão da COVID-19 ou agendamento de pessoas do grupo de risco em dias e horários com pequena participação de pessoas;

Priorizar o afastamento dos trabalhadores e colaboradores pertencentes ao grupo de risco;

Adotar medidas internas, especialmente aquelas relacionadas à saúde no trabalho, necessárias para evitar a transmissão da COVID-19 no ambiente de trabalho;

Em relação aos trabalhadores ou colaboradores das igrejas, deve-se seguir as seguintes recomendações:

Se algum dos colaboradores apresentar sintomas da COVID-19 deverão ser afastados dos trabalhos, sendo que devem permanecer em quarentena (isolamento domiciliar de 7 dias), sem comprovação de atestado médico, aos primeiros sinais ou sintomas de síndromes gripais (coriza, tosse seca, dor de garganta), mialgia, diarreia, cefaleia, perda parcial ou total de olfato ou paladar. Podendo esse prazo ser estendido com avaliação médica. Ver Recomendações do Protocolo Geral;

Priorizar o afastamento, sem prejuízo, de colaboradores pertencentes ao grupo de risco;

Quando possível, priorizar trabalho remoto para os setores administrativos;

Adotar medidas internas, especialmente aquelas relacionadas à saúde no trabalho, necessárias para evitar a transmissão da COVID-19 no ambiente de trabalho;

Intensificar a higienização das mãos, principalmente antes e depois do atendimento de cada fiel, após uso do banheiro, após entrar em contato com superfícies de uso comum como balcões, corrimão, instrumentos musicais, etc.;

Disponibilizar e exigir o uso das máscaras para os colaboradores para a realização das atividades de limpeza e higienização.

Os ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS dos fiéis e colaboradores deverão ser realizados através de horário agendado, observando as seguintes medidas:

Disponibilizar álcool a 70% para uso das pessoas que vierem a ser atendidas, através de dispensadores/totens localizados na porta de acesso da igreja, na secretaria, nos locais aonde possam ser realizadas as gravações para transmissão de missas e recepção;

Os fiéis e colaboradores deverão usar máscaras durante a entrada e todo o período em que estiverem no interior da igreja, independentemente de estarem em contato direto com o público.

As CONFISSÕES devem ser agendadas previamente e deve haver dispensador/toten de álcool gel a 70% próximo ao confessionário;

O recolhimento do DÍZIMO pode ser feito por horário agendado, na secretaria, ou preferencialmente por meio eletrônico (cartão de crédito e débito, transferência bancária, QRCode ou outro meio digital). Caso ocorra antes ou depois da missa, deve-se manter distância mínima de 2 metros e entregar o dízimo em envelope;

Manter todas as áreas ventiladas com portas abertas durante os atendimentos;

Recomenda-se a celebração do BATISMO, após devida preparação. Considerando o gerenciamento de risco epidemiológico e sanitário, a celebração dever ser privada, respeitando as normas já estabelecidas.

As celebrações de CASAMENTO, PRIMEIRA EUCARISTIA e CRISMA podem ocorrer, desde que sejam privadas, respeitando a capacidade máxima do espaço do templo/capela e observando as orientações acima;

Recomenda-se não realizar festa em comemoração aos eventos, para evitar aglomeração e disseminação da contaminação;

Os estudos em grupo (CATEQUESE, grupos bíblicos, reuniões pastorais etc), podem ser retomadas, desde que respeitando o limite máximo de 15 (quinze) participantes e com horário reduzido. O local a ser realizado deve ser arejado de preferência com ventilação natural, de forma a garantir a distância entre as pessoas de no mínimo 2 metros. Deve haver álcool gel a 70% ou pias com água e sabão para desinfecção das mãos, e todos devem utilizar máscara e sem ocorrer contato físico;

QUANTO AOS FESTEJOS: Obrigatoriamente devem ser precedidos apenas do tríduo e do dia festivo do padroeiro, exceção para o festejo do padroeiro paroquial. Quando realizados, observem-se os protocolos que orientam presença de apenas 30% de ocupação dos espaços físicos e demais orientações apresentadas acima.

A Diocese de Campo Maior-PI deverá seguir este Protocolo, sendo cada paróquia ou área pastoral responsável pelo treinamento da sua equipe e pela efetivação do PLANO SIMPLIFICADO DE CONTENÇÃO, PREVENÇÃO, MONITORAMENTO E CONTROLE DA TRANSMISSÃO DA COVID-19. Este deve ser posto em prática na data de sua publicação.

Dado e passado na Cúria Diocesana de Campo Maior, no dia vinte e quatro do mês de julho do ano de dois mil e vinte, sob Nosso Sinal e selo de Nossa Chancelaria.

Por Helder Felipe / Pascom

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