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Cheia em Barras

O drama de 2009 e a responsabilidade de todos em 2020

Uma população já fragilizada que ainda tem que conviver com a ameaça da pandemia do coronavírus.

25/03/2020 16h43Atualizado há 2 semanas
Por: Direto da Redação
O drama de 2009 e a responsabilidade de todos em 2020
O drama de 2009 e a responsabilidade de todos em 2020
 

O município de Barras no Norte do Piauí, registrava em 2009 a maior enchente desde 1974. Cerca de 60% do território do 6º maior município do Estado ficou submerso por mais de um mês. Um número de 3.048 famílias - aproximadamente 15 mil pessoas - tiveram que abandonar suas residências afetadas pelas chuvas. O rio Marataoan, que na linguagem indígena significa "rio da pedra grande", chegou a subir 9,8 m acima do leito normal, deixando famílias sem luz e até água potável, completamente isoladas e bairros inteiros que tiveram de ser reconstruídos.

 Foto: Ano de 2009 - Residência destruída na zona rural de Barras, após pequenos açudes se romperem  - (Cheias de 2009)

Na época,  3 mil alunos ficaram sem aula, pois as escolas estavam servindo de abrigo, enquanto outros se quer conseguiam chegar às poucas escolas que resistiam a força da natureza.

Rua Taumaturgo de Azevedo (Cheias de 2009)

  Em 2009 o município perdia praticamente toda a sua malha viária, deixando várias comunidades com sérias dificuldades de locomoção. Prejuízos incalculáveis para os agricultores que ainda tinham o que colher após a devastação. Uma verdadeira tragédia que marcou a todos os barrenses.

2020 - Famílias revivem o drama e o sofrimento com as consequências das cheias.

Rua Taumaturgo de Azevendo, manhã de quarta-feira 25 de março de 2020. 

Manhã de quarta-feira, 25 de Março de 2020, a cheia volta a se manifestar com força, ruas e bairros inteiros são tomados e as famílias outra vez vivem o drama de deixarem suas casas, seus pertences e a difícil tarefa de vê seus bens sendo perdidos. Uma população já fragilizada que ainda tem que conviver com a ameaça da pandemia do coronavírus. 

Grupo de Apoio Voluntário - GAV em ação no Bairro Floresta

 As autoridades se desdobram para atender as pessoas atingidas e um verdadeiro exército de voluntários, que envolve a sociedade civil organizada, se revezam no socorro às vítimas. Entidades sem fins lucrativos como o Grupo de Apoio Voluntário - GAV, demonstram sua importância, trazendo alívio e conforto a quem mais precisa neste momento. 

Os desafios são grandes, a cada nova enchente os problemas triplicam. A Assistência Social do Município vem fazendo a sua parte, com um trabalho que busca amenizar o sofrimento da população afetada. Em uma situação como a que vive o município de Barras o que se mais precisa é de união sem olhar sigla partidária. 

A população precisa entender que o evento da cheia neste ano é diferente, agravou-se pela a ameaça da covid-19, uma doença que vem assustando o mundo na atualidade. Na prática, isso significa que mesmo socorrendo os desabrigados para abrigos, tem que se tomar o cuidado para evitar aglomerações, uma tarefa inglória para o município de Barras que sofre com sansões financeiras por desiquilíbrios que toda a população tem conhecimento.

Neste momento de apreensão é preciso a união de todos os barrenses. É necessário cerrar os olhos e a mente para picuinhas e apostar no bem estar de todos. Como? Sendo solidário, oferecendo ajuda ao próximo, buscando dá conforto ao seu semelhante. 

#Barrasénossa

 

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