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Moonstro

Jovem chamado de 'monstro' e 'babão' passa por cirurgia e aprenderá a falar: 'Não vou ser mais humilhado'

Além de não comer e não falar direito, Cleiton Bezerra era chamado de 'monstro' por sua aparência. Dentistas voluntários conseguiu realizar duas cirurgias e trazer mais qualidade de vida ao jovem.

07/11/2019 22h41
Por: Direto da Redação
Fonte: G1
 

Desde pequeno, o jovem Cleiton Bezerra teve uma vida marcada por preconceito por causa de sua aparência. O morador de Cubatão (SP), que tem uma má formação muscular e esquelética, nunca conseguiu fechar a boca, falar ou comer direito. Com a ajuda de dentistas e o esforço de voluntários, aos 25 anos, ele finalmente realizou uma cirurgia para corrigir o problema: "Nunca mais vou ser humilhado".

Cleiton nunca teve dificuldades cognitivas, mas por conta dos problemas físicos e de comunicação, só conseguiu concluir os estudos em uma escola de educação especial. As dificuldades de Cleiton também refletiam em sua vida social. Por conta da aparência, ele nunca conseguiu namorar ou ter um emprego fixo.

Além disso, Cleiton passou por episódios de discriminação. "Ele sofre muito preconceito. Ele baba e o rosto dele é diferente. Devido à boca, o chamam de babão e monstro. Até quando ele pega ônibus tem gente que não senta do lado dele por medo ou nojo", relatou o amigo Maiko Santana, em 2018, quando o G1 fez a primeira reportagem sobre o caso do jovem.

O dentista Marcelo Quintela e o cirurgião buco-maxilofacial Alessandro Silva souberam do caso do jovem e resolveram ajudá-lo por meio do projeto Corrente do Bem. Os profissionais realizam, de forma voluntária, cirurgias e tratamentos e, assim, conseguem melhorar a vida de pessoas com problemas odontológicos e faciais.

Segundo os dentistas, a deficiência muscular e esquelética ocasionou um crescimento vertical dos ossos da face. Os maxilares cresceram tanto que não comportam a parte óssea, dentária e gengival, por isso, ele não consegue fechar a boca. "Ficando tudo assim exposto ao ar, o que é agressivo, ele acaba ficando com a garganta inflamada, bem como com a gengiva e céu da boca inchados”, explica Quintela.

Cleiton iniciou o tratamento gratuito na clínica odontológica da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes). Em julho de 2018, após doações e arrecadação de dinheiro para o pagamento de despesas, Cleiton passou por uma palatoplastia, que visa a reconstrução do palato, divisão óssea e muscular entre as cavidades oral e nasal.

 

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