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Cocal PI

Pai e filho podem ter ingerido bebida alcoólica em recipiente contaminado por veneno

O caso que aponta para duas intoxicações acidentais ocorreu no sábado (26) em Cocal, a 265 Km de Teresina.

29/10/2019 09h41
Por: Redação II
Fonte: Cidade verde
Reprodução Cidade Verde
Reprodução Cidade Verde

As causas da morte de pai e filho- encontrados sem vida após supostamente ingerirem bebida alcoólica envenenada- ainda são desconhecidas. Contudo, uma das hipóteses apontadas pela Perícia Criminal é de que a garrafa onde foi depositada  a bebida ingerida pelo agricultor Domingos Francisco, 64 anos, e seu filho José Jhones, de 24 anos, estava contaminada com veneno agrícola.

O caso que aponta para duas intoxicações acidentais ocorreu no sábado (26) em Cocal, a 265 Km de Teresina.

A polícia coletou a garrafa pet com o resto do líquido que teria sido ingerido pelas vítimas e uma amostra de pó branco encontrado no chão da cozinha, próximo ao local onde estava o corpo do idoso. Os materiais serão encaminhados a Teresina onde passarão por análise toxicológica. 

Os corpos do pai e do filho foram encaminhados para Parnaíba, onde passaram por necropsia. “Foram coletadas partes do fígado e do estômago, para análise junto com a substância que foi coletada na cena pericial. Saber se as substâncias foram ingeridas e fazer uma análise mais detalhada. Apenas essa perícia vai poder dizer o que era a substância”, explicou o perito civil Eduardo Gonçalves, que atendeu a ocorrência. 

Vítimas, pai e filho.

O perito relatou a Imprensa que quando a perícia chegou ao local, havia pessoas no terreno da residência e a casa estava isolada pela Polícia Militar. O corpo do agricultor estava do lado de dentro e o do filho do lado de fora da casa.

“Os dois estavam sem vida com secreções saindo da boca, o que chamamos de cogumelo de espuma, com pequenas manchas de sangue, o que aponta a possibilidade de hemorragia interna causada por alguma substância ingerida que fez mal. São duas informações muito fortes, e com os mesmos sinais em ambos os corpos”, informou o perito.

Não havia sinais de violência na casa nem no corpo do agricultor. 

Garrafa contaminada

Para a perícia, o agricultor não teria comprado a bebida envenenada, mas utilizado um recipiente contaminado com o veneno.

“No local a gente achou duas garrafinhas de bebida, mas garrafinhas pet de 300 ml, de refrigerante. Não é como se ele tivesse comprado uma bebida envenenada. Uma das situações é que ele tivesse guardado veneno nessa garrafa anteriormente, esqueceu ou o veneno acabou e a garrafa ficou, e ele acabou colocando a bebida alcoólica achando que a garrafa estivesse limpa”, sugere o perito.

Nos depoimentos iniciais coletados pela Polícia Civil, não foi apontada nenhuma rixa entre a vítima e um possível suspeito de ter envenenado propositalmente. “Inicialmente ele não tinha nenhum desafeto. Se confundiu. Ele morava só”, disse o perito. 

Perito coleta amostras de pó branco encontradas na cozinha da casa, próximo a onde o corpo do idoso foi encontrado.

Pó branco

Dentro da casa havia também um pó branco, muito parecido com veneno agrícola. “Na casa havia muitos sacos, de farinha, de ração para porco. Eu coletei um pó branco aberto do lado da geladeira, um pó fino sem identificação que vai ser analisado junto com os outros materiais”, concluiu Eduardo Gonçalves.

O laudo será incorporado ao inquérito policial que foi aberto na Delegacia de Cocal.

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