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Procurador de MG diz que recebe um salário de miséria 24 mil reais

Áudio de uma reunião no Ministério Público de Minas Gerais mostra o procurador de Justiça Leonardo Azeredo dos Santos reclamando enfaticamente do seu contracheque de R$ 24 mil - um "miserê", segundo ele.

11/09/2019 10h33
Por: Redação II
Fonte: Estadão Conteúdo
Reprodução
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Áudio de uma reunião no Ministério Público de Minas Gerais mostra o procurador de Justiça Leonardo Azeredo dos Santos reclamando enfaticamente do seu contracheque de R$ 24 mil - um "miserê", segundo ele. "Como é que o cara vai viver com R$ 24 mil?", questiona Santos, dirigindo-se ao procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Toné, durante discussão do orçamento da instituição para 2020, realizada em sessão em 12 de agosto e agora tornada pública.

Segundo o Portal da Transparência disponível no site do Ministério Público de Minas, Santos recebeu em julho, a título de salário, R$ 23.803,50 líquidos. No entanto, no mesmo mês somaram-se a esse valor indenizações e remunerações retroativas ou temporárias que acabaram elevando o vencimento total para R$ 65.152,99.

"Dentro do orçamento, não há qualquer perspectiva, nenhum sonho da administração de incrementar qualquer vantagem que aumente nossa remuneração?", seguiu o procurador. "Quero saber se nós, ano que vem, vamos continuar nessa situação ou se Vossa Excelência já planeja algo, dentro de sua criatividade, para melhorar nossa situação. Ou se vamos continuar nesse miserê aí."

 

Na sequência, Santos disse que estava "fazendo a sua parte". "Deixei de gastar R$ 20 mil no cartão de crédito e passei a gastar R$ 8 mil. Nós vamos virar pedinte, quase? Será que estou pedindo muito, para o cargo que ocupo?"

Salários parcelados

O governo de Minas passa por crise financeira, com atraso em investimentos e parcelamento no pagamento de salários de funcionários públicos. Em nota, o MP do Estado disse que "não há nenhum projeto em andamento sobre a adoção de benefícios pecuniários para a carreira de membros (procuradores e promotores de Justiça) ou de servidores, em vista da grave crise financeira vivenciada pelo Estado".

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