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Consumo de álcool entre mulheres cresce: “bebo para relaxar”

Consumo abusivo é caracterizado quando há a ingestão de quatro ou mais doses entre as mulheres, em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias.

27/07/2019 09h39
Por: Direto da Redação
 

“Eu bebo por hábito. Todo dia tomo uma cervejinha quando chego em casa, para relaxar, para dar sono. Enquanto eu faço o jantar, eu vou tomando uma gelada. E no final de semana, eu desconto, tomo mais. É somente para relaxar. E um médico uma vez me falou que a cerveja é diurética, assim eu bebo mesmo”.

Este relato é de Valquíria Soares, de 55 anos, que já consome bebidas alcoólicas há 38 anos. Exemplos como o de Valquíria endossam uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e que aponta o aumento no consumo abusivo de álcool no país. Esse aumento tem sido maior entre as mulheres. De 2006 a 2018, o consumo entre elas aumentou 42,9% – passando de 7,7% para 11%. Já entre os homens, o índice teve variação de 4,8% – passando de 24,8% dos homens para 26% no mesmo período.

Segundo os dados, é considerado uso abusivo de álcool “a ingestão de quatro ou mais doses entre as mulheres e de cinco ou mais doses de bebidas alcoólicas entre os homens, em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias”, explica o Ministério da Saúde. A pesquisa entrevistou cerca de 52 mil pessoas acima de 18 anos, que moram nas capitais do país. O consumo de álcool no Brasil só é permitido acima dos 18 anos e Sabrina Luana, de 23, se preocupou em respeitar a faixa etária.

“Eu sou apaixonada por cerveja, principalmente ela bem gelada! A sensação para mim é a degustação, acho que também de bem-estar. Assim que fiz 18 anos, comecei a beber, pois minha mãe não deixava beber quando era menor. Nunca tive problemas. Sempre que vou beber, vou de Uber ou alguém da turma fica sem beber pra poder levar. Já dei o famoso ‘PT’ [Perda Total], assim que comecei a beber. Hoje em dia, já acostumei”, descreve.

Corpo feminino sofre mais com os efeitos do álcool, explica médico 

Porém, o médico Adriano Alencar ressalta que a mulher pode ter mais problemas do que o homem ao consumir bebidas alcoólicas. “O corpo feminino tem menos enzimas que o corpo masculino, sendo assim é mais difícil combater os efeitos do álcool, por isso, as mulheres ficam embriagadas com mais facilidade”, explica. Hellen Barbosa, de 23 anos, bebeu por apenas três anos seguidos e os prejuízos à saúde foram graves.

“Comecei a beber quando tinha 18 anos. No começo, não bebia muito, mas comecei a experimentar outros tipos de bebida e passei a gostar mais, então bebia com frequência. Só que com quase 21 anos, comecei a sentir dores no estômago, dor de cabeça e passava mal”, explica.

Hellen, então, resolveu parar de beber por dois meses e procurou ajuda médica, quando foi diagnosticada com uma bactéria no estômago, além de gastrite. “Então resolvi deixar de vez. Em agosto faz dois anos. Mas eu bebia por diversão e me sentia muito bem, ficava alegre, tinha coragem para fazer e falar coisas que sóbria eu não fazia, só que me trouxe grandes problemas de saúde”, pontua.

Assim, o bem-estar e a saúde física e financeira falaram mais alto para Hellen. “Quando eu bebia, eu mal comia, por causa da ressaca. Hoje minha alimentação é totalmente diferente. Eu vivia inchada por conta da bebida, aí eu consegui entrar no meu peso certo, fiz um tratamento, e não penso em voltar a beber. Sem falar que eu gastava muito com bebidas e festa, e hoje consigo sair e me divirto sem bebida alcoólica. Mudou tudo para melhor. A bebida na minha vida não faz falta”, expõe Hellen Barbosa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que não existe quantidade correta para consumir bebidas alcoólicas, pois o líquido é tóxico e pode causar várias complicações de saúde, além de ser uma das principais causas de acidente de trânsito.

FONTE: O Dia

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