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'Grande Família'

Sete pessoas da mesma família são presas em operação da Polícia Federal no Piauí

A quadrilha, formada por estelionatários e servidores públicos, falsificava documentos em nome dos beneficiários falecidos, abria contas bancárias e, posteriormente, servidores do INSS integrantes da quadrilha transferiam os benefícios do Estado do Maranh

15/05/2019 09h29Atualizado há 1 semana
Por: Direto da Redação
PF deflagra operação e prende sete pessoas da mesma família acusadas de fraudar a Previdência Social
PF deflagra operação e prende sete pessoas da mesma família acusadas de fraudar a Previdência Social
 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (15/05) a Operação Grande Família visando desarticular  uma quadrilha especializada no recebimento de benefícios previdenciários de segurados falecidos. Cerca de 125 policiais federais dos Estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco deram cumprimento a 31 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva expedidos pela 3ª Vara da Seção Judiciária Federal em Teresina.

Os mandados estão sendo cumpridos nos estados do Piauí e Maranhão. As investigações tiveram início em 2018, a partir de Relatórios produzidos pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia – órgão integrante da Força tarefa Previdenciária – que apontaram irregularidades em transferências de benefícios previdenciários do Maranhão para o Piauí.

A quadrilha, formada por estelionatários e servidores públicos, falsificava documentos em nome dos beneficiários falecidos, abria contas bancárias e, posteriormente, servidores do INSS integrantes da quadrilha transferiam os benefícios do Estado do Maranhão para Teresina. 639 benefícios previdenciários fraudados foram identificados no curso da investigação. A Justiça Federal determinou a imediata suspensão destes benefícios, medida que evitará um prejuízo futuro estimado em R$ 80 milhões.

Também determinou a apreensão de veículos, o bloqueio das contas bancárias dos presos e a suspensão do exercício da função pública para os servidores do INSS. Os investigados deverão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato qualificado, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção passiva e corrupção ativa. O nome da Operação decorre do fato de 7 presos pertenceram a uma única família.

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