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Cárcere privado

Jovem de Barras relata abuso sexual em cárcere privado de três dias em Teresina

Mãe da vítima afirma que o rapaz que mantinha a filha presa está foragido e que deu três nomes falsos para despistar a polícia. “Ele dizia para a minha filha mentir o nome dele”

13/05/2019 15h12Atualizado há 2 meses
Por: Direto da Redação
Fonte: Oito Meia
Terminal Rodoviário de onde a jovem teria saído.
Terminal Rodoviário de onde a jovem teria saído.
 

A jovem barrense,  V.M.L, de 21 anos, foi encontrada na manhã desta segunda-feira (13/05) pela Polícia Civil, segundo relatos da mãe, a vendedora R. A. M, que acusa o rapaz de cárcere privado, pois ele não a deixava sair e a impedia de conversar com amigos e familiares. A vítima, que faz tratamento por conta de problemas psicológicos, ainda relatou que foi obrigada a manter relações sexuais com o suspeito. A informação foi publicada pelo site OitoMeia. 

“Ele disse que, se eu não fizesse [sexo], ele iria fazer alguma coisa comigo”, desabafou a jovem. A mãe dela afirma que o rapaz que mantinha a filha presa está foragido e que deu três nomes falsos para despistar a polícia. “Ele dizia para a minha filha mentir o nome dele. Uma hora era Alex. Depois, Vicente. O último nome foi Raimundo. Ele devia saber que a polícia estava chegando e disse para ela [Victória] que ia cortar o cabelo e não voltou mais”, explicou.

Victória foi encontrada no Centro Norte de Teresina, em uma casa localizada perto do Cemitério São José. Durante o cárcere, mãe e filha conversavam poucas vezes por WhatsApp, mas somente quando o acusado não estava por perto. “Depois que a gente se falava, ela apagava a conversa e me bloqueava”, afirmou. Rosa não sabia que a filha tinha celular e explicou a reportagem que ambos se conheciam há bastante tempo. “Ele chegou até a vir aqui [Barras] e deu um celular para ela, sem eu saber”, relatou.

Victória saiu de casa na última sexta-feira (10/05). A estudante foi vista pela última vez em um carro que faz transporte clandestino de passageiros nos municípios próximos a Barras. O portal “Longah” conversou com o motorista do veículo, que disse que deixou a jovem próximo ao Cemitério São José e que ela não pagou a passagem. No caso, o suspeito faria o pagamento.

O OitoMeia tentou contatar a Delegacia de Barras, bem como o delegado Alisson Landim Macedo, mas as ligações não foram atendidas. A mãe da vítima só disse que todas as polícias estavam procurando pela filha dela, agradecendo o trabalho dos responsáveis pelo resgate. “Sobre a captura do suspeito, eles [policiais] só disseram que eu não precisava mais me preocupara e que isso era com eles”, pontuou Rosa.

 

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