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05/01/2019 ás 21h29 - atualizada em 05/01/2019 ás 21h32

Redação II

Barras / PI

Piauí é a nova fronteira para o mercado de energia eólica no Brasil
O Estado é o 5º lugar entre maiores produtores de energia eólica
Piauí é a nova fronteira para o mercado de energia eólica no Brasil
EFRÉM RIBEIRO

Ao analisar os investimentos que a empresa alemã Enercon GmbHi, tradicional fabricante de turbinas, que comprou a Fazenda Capisa, com mais de 21 mil hectares de terra, em Pio IX, no Sul do Estado para a construção de parque eólico, Helena Chung, analista da Bloomberg New Energy Finance, disse que o Piauí é a nova fronteira para o mercado de energia eólica no Brasil. O novo parque eólico terá capacidade de produção de 1 GW de energia.


“O Piauí é a nova fronteira para o mercado de energia eólica no Brasil. A região tem um alto potencial eólico, e esperamos um boom de desempenho lá”, acrescentou Helena Chug.


O diagnóstico de Helena Chung se emparelha com a realidade e os números da indústria da energia eólica no Piauí.


O Estado é o quinto lugar entre os maiores produtores de energia eólica do Brasil, com 52 parques atingindo uma produção de 1443,10 MW. Quem ocupa o primeiro lugar no país é o Estado de Rio Grande do Norte, com 135 parques, que produzem 3.678,85 MW, seguido da Bahia, que tem 93 parques e uma produção de 2.410,04 MW; no Estado do Ceará, que tem 74 parques, com uma produção de 1.935,76 MW, e do Estado do rio Grande do Sul, que possui 80 parques, produzindo 1.831,87 MW.


O Brasil atingiu o oitavo lugar no ranking mundial de produção de energia eólica, acrescentando 2,022 GW, ultrapassando o Canadá, em 2017. O Brasil tem uma capacidade instalada no total de 539,58 GW. O país estava em 10° lugar, e galgou duas posições, de acordo com levantamento feito pelo Global Wold Energy Council (GWEC).


O primeiro lugar na produção de energia eólica é da China, que chegou a 188,232 GW de capacidade instalada de energia de fonte eólica, seguida dos Estados Unidos (89 GW), Alemanha (56,1 GW), Índia (32,8 GW), Espanha (23,2 GW), Reino Unido (18,8 GW) e França (13,7 GW).


Piauí se consagra como uma grande potência na produção de energia limpa


O secretário estadual de Minas, Petróleo, Gás e Energias Renováveis, André Quixadá, afirmou que o Estado do Piauí já se consagra como uma grande potência nacional no segmento de energias renováveis, principalmente no setor eólico e fotovoltaico.


“A quinta posição no Brasil em produção de energia eólica é uma posição tímida se considerarmos o nosso potencial natural. Se levarmos em consideração os projetos ainda em instalação, o Piauí certamente melhorará sua posição. No segmento fotovoltaico, as projeções são ainda mais animadoras. Já temos grandes projetos instalados no Piauí, temos, por exemplo, a maior usina solar da América Latina, em Ribeira do Piauí. E outra em fase de instalação no município de São Gonçalo do Piauí, que irá superar a de Nova Olinda, em Ribeira do Piauí”, falou André Quixadá. (E.R.)


Empresas investem R$ 18 bilhões para produção de energias eólica e solar


Se há uma coisa no Piauí para se orgulhar e tirar proveito para a construção de riquezas, de geração de empregos e as condições de melhoria de renda é a produção de energias eólica e solar. É o que afirma o governador do Piauí, Wellington Dias, ao destacar que o Piauí possui 14 parques de produção de energia eólica e solar com investimentos de R$ 18 bilhões, alcançando uma produção de 2 gigawatts (GW).


Ele afirmou que o Piauí fica a 8 graus da Linha do Equador e isso faz com que o sol seja forte o suficiente para a geração de energia, com uma quantidade de iluminação e de raios que permite uma geração de energia solar e uma quantidade de horas propícias para a geração de energia solar por dia, acima da média do Brasil e do mundo.



 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)



 


Wellington Dias falou que o Piauí e a Bahia são as duas áreas mais bem localizadas e é possível fazer, no Estado, a integração entre as energias eólica e solar.


“Os ventos no Piauí são mais fortes durante a noite do que durante o dia. Então, é possível atingir um determinado pico de produção eólica na queda, já que durante o dia há estabilidade com a produção de energia solar. Isso faz uma diferença grande. O mundo trabalha com seus geradores produzindo algo com 40% a 45% de sua capacidade e aqui no Piauí os geradores produzem acima de 70% da capacidade. É o mesmo investimento que os empresários fazem para gerar quase o dobro de energia com os mesmos equipamentos”, afirmou Wellington Dias.


O governador Wellington Dias afirma que o Piauí tem um potencial para, rapidamente, consolidar-se como um grande produtor de energias eólica e solar no Brasil e no mundo porque já foi estudado e está sendo explorado.


Dias informou que as empresas de energia solar e eólica já produzem 2 GW, enquanto a Hidrelétrica de Boa Esperança, no município de Guadalupe, produz pouco mais de 200 megawatts (MW). A estrutura montada para produção de energia limpa no Piauí também dá condições de alcançar 9 GW de potência, em uma perspectiva de alcançarem 20 GW.


“No Piauí, vamos consumir 1,8 MW e vamos exportar o restante, como já estamos fazendo. Vamos exportar energia como se exporta soja e outros produtos. Antes, a gente via o Piauí importando energia e agora estamos vendo o Piauí exportar energia. Isso gera empregos e renda? Gera”, argumentou o governador Wellington Dias. (E.R)


Estados querem lei que destine 30% da receita a Estados produtores


Wellington Dias informou que 19 Estados brasileiros estão lutando para a aprovação de projeto de lei, tramitando no Congresso Nacional, para 30% da receita do consumo de energia eólica e solar para os municípios e Estados geradores.


“Esse é o passo que falta para completar o nosso sistema”, adiantou.


Wellington Dias afirmou que já ultrapassa os 2 mil o número de pequenos e médios produtores que produzem energia para seu consumo. O governador lembrou que tem um sítio, no povoado Cacimba Velha, na zona rural de Teresina, em que toda energia usada é a solar.


“Temos energia solar em postos de gasolina, supermercados, farmácias . As pessoas investem, produzem energia solar e recebem um crédito. Tem dois contadores, um para pagamento e outro para o recebimento. O Piauí já tem o marco regulador dessa transação”, declarou Wellington Dias. (E.R.)


Piauí busca investimentos privados para melhorar serviços


André Quixadá afirma que o Piauí vive um momento em que dois pilares de sua economia, quais sejam o Sistema de Distribuição de Energia Elétrica e o Sistema de Transporte de Cargas, estão em crise.


Segundo ele, a crise nos setores de transporte e energia elétrica repercute nos custos de produção e nas competitividades daqueles produtos que se destinam à exportação. Além disso, o sistema de distribuição de energia ressente-se da falta de investimentos e da pouca diversificação da matriz energética.


Para André Quixadá, o custo da energia fornecida é alto, por estar concentrada prioritariamente na produção de energia por fonte hidrelétrica.


De acordo com Quixadá, um sistema mais flexível, mesclando outras fontes, aumentaria a oferta e permitiria a melhoria da qualidade da energia oferecida e possibilitaria uma redução no custo final dos produtos, em que o insumo energia é importante.


“Ações estão sendo pensadas, buscando a participação da iniciativa privada na construção e na gestão de negócios em infraestrutura de transportes, mediante Concessões e outros instrumentos jurídicos. O Estado do Piauí, em função de suas potencialidades naturais que hoje estão catalogadas, identificadas e organizadas numa Carteira de Projetos Estratégicos, busca atrair negócios privados, principalmente nos ramos de Transporte e Logística, Energias Renováveis, Petróleo e Gás Natural, Mineração e Agronegócio”, falou André Quixadá.


Alguns dos segmentos potencialmente viáveis elencados acima têm recebido de parte da iniciativa privada especial atenção em razão de suas taxas de retorno e das condições favoráveis de exploração. Caso da Mineração; das Energias Renováveis; do Petróleo e Gás.


André Quixadá diz que a produção de energia a partir de fontes alternativas, tais como solar, eólica, biomassa e biodiesel, aponta o Estado como uma potência energética, podendo figurar, em breve espaço de tempo, como um dos maiores produtores de energia limpa do país. (E.R.)



 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)



 


Grandes empresas se instalam de Norte a Sul do Piauí


André Quixadá afirma que o Piauí possui um imenso potencial para aproveitamento e produção de energia eólica, englobando áreas que vão desde o litoral, a exemplo dos municípios de Cajueiro da Praia, Luís Correia e Ilha Grande de Santa Isabel; Norte do Estado, os municípios de Buriti dos Lopes, Caxingó, Cocal, São José do Divino e Piracuruca; Centro/ Norte próximo à Serra da Ibiapaba, os municípios de Buriti dos Montes, São Miguel do Tapuio e Assunção; Sudeste, próximo à Serra do Araripe, os municípios de Pio IX, Fronteiras, Caldeirão Grande, Curral Novo, Simões, Betânia, Paulistana, Queimada Nova e Lago do Barro; ao extremo Sul, próximo à Serra da Mangabeira, onde ficam os municípios de Bom Jesus, Redenção, Curimatá, Parnaguá, Avelino Lopes.


Esse é o ambiente que fez a Enercon GmbHi investir em Pio IX. O presidente da unidade Enercon Wewben Windpower no Brasil, Fernando Real, afirmou que a empresa vai investir R$ 9 bilhões, equivalentes a US$ 2,7 bilhões.


“É um projeto de longo prazo, com alto potencial de geração”, falou Fernando Real.


A Enercon GmbH não tem planos de participar dos leilões de energia do Brasil, onde os desenvolvedores competem por contratos de longo prazo para vender energia, nem venderá eletricidade no mercado à vista, informou Fernando Real. Em vez disso, o objetivo é vender os parques eólicos em desenvolvimento no Piauí e fornecer turbinas para os projetos.


A Wobben é a terceira maior fornecedora de turbinas do Brasil com base na capacidade instalada, com 1,2 GW em operação no país, segundo a Bloomberg New Energy Finance. Ela segue a General Electric Co. e a Gamesa Corp. Tecnologica SA.


A Wobben inaugurou a primeira fábrica de turbinas do país em 1995. Atualmente, a empresa tem quatro fábricas e está investindo em uma quinta instalação que fará torres para uso no Brasil e em outros lugares da América Latina. A empresa possui quatro parques eólicos em operação no Brasil.


No litoral do Piauí estão implantados os empreendimentos Ômega Geração S.A, produzindo 70 MW, e com 40 MW em fase de conclusão, investimentos da ordem de 21 milhões de dólares, e a Tractebel produzindo 18 MW com investimento na ordem de 3,1 milhões de dólares.


No Norte, o potencial está em fase de medição e estudo não podendo ainda ser estimado.


No Centro-Norte, na região da Serra da Ibiapaba, os estudos estimam um potencial próximo aos 4 GW de potência.


No Sudeste, na região da Serra do Araripe, estão implantados os empreendimentos Casa dos Ventos Energia Renováveis S/A, com 360 MW, já em operação investimentos da ordem de 560 milhões de dólares; e lo Consórcio Chesf/ Contour Global, com 437 MW já em operação, investimentos da ordem de 630 milhões de dólares; a Queiroz Galvão Energia, com 416 MW em fase de conclusão investimentos de 725 milhões de dólares operação no 1º semestre de 2017; a Atlantic Energia Renováveis com 195 MW, iniciando a construção investimentos previstos de 405 milhões de dólares, entrada em operação prevista para 2018; a Votorantim Energia com 206 MW, investimentos de 347 milhões de dólares, com entrada em operação prevista para 2018.


“Além destes empreendimentos já construídos ou em construção, o Piauí tem cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e habilitadas a concorrer no próximo Leilão de Energia de Reserva previsto para primeiro semestre de 2019, 53 empreendimentos para construção de parques eólicos, correspondendo a 1.699 MW de potência a ser instalada”, afirma André Quixadá. (E.R.)



 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)



 


Energia solar recebe investimento de US$ 1 bilhão


O Brasil, sentindo a necessidade de mudar a sua matriz energética, tem desenvolvido um processo atrativo e bem estruturado de Leilões de Energia de Reserva de fontes alternativa. Agora é a vez da Energia Solar Fotovoltaica.


O secretário estadual de Minas, Petróleo, Gás e Energias Renováveis, André Quixadá, afirma que não chamam o Piauí de ‘filha do sol do Equador’ à toa. Segundo ele, é o Estado que apresenta o maior potencial solar do país, além de possuir pontos fortes de transmissão de energia com uma malha que corta o Estado de Norte a Sul, Leste a Oeste.



 (Crédito: Efrém Ribeiro)
(Crédito: Efrém Ribeiro)



 


De acordo com o secretário, os investimentos em energia solar, por meio de grandes multinacionais, no Estado do Piauí alcançam o volume de mais de US$ 1 bilhão.


André Quixadá diz que o Estado possui mais de 300 microprodutores em operação e mais de 600 em fase de instalação. “O que só comprova nossa vocação”, declarou.


Ele lembra que o primeiro Leilão de Energia de Reserva Solar Fotovoltaico ocorreu em 2015.


O Piauí tem hoje grandes empresas investindo nesse setor, como a empresa italiana Enel, por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil Participações, que construiu a usina de energia solar de Nova Olinda, no município de Ribeira do Piauí. O parque tem 292 MW de capacidade instalada e teve investimentos de US$ 300 milhões.


A empresa Gran Solar construiu as usinas Sertão I e Sobral I, no município de João Costa, com 60 MW de capacidade instalada com investimentos da ordem de US$ 66 milhões.


Dando continuidade ao processo de atração de investimento em energia solar fotovoltaica foi realizado o 2º Leilão de Energia de Reserva, por meio do qual o Piauí teve 55 empreendimentos cadastrados, habilitados e arrematados na Empresa de Pesquisa Energética. Empresas como Enel Green Power e Grupo Celeo Redes estavam entre os vencedores e estão implantando suas usinas no Piauí, com capacidade a ser instalada de 2057 MW. (E.R.)

FONTE: meio norte

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