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Política

05/11/2018 ás 10h41 - atualizada em 05/11/2018 ás 10h51

Redação II

Barras / PI

Flávio Nogueira é apontado por rombo de R$ 800 mil no Turismo
Uso de notas frias para justificar gastos na pasta do Turismo tem como um dos alvos Flávio Nogueira, eleito deputado federal.
Flávio Nogueira é apontado por rombo de R$ 800 mil no Turismo
Devolução de 800 mil deputado eleito Flavio Nogueira

AS OLIGARQUIAS REALMENTE ACABARAM NO PIAUÍ? O caso dos R$ 800 mil justificados com notas frias e muito mais


As movimentações no âmbito de uma tomada de contas especial no Tribunal de Contas do Estado (TCE) evidenciam que a Secretaria de Turismo do Estado do Piauí teria se tornado realmente um feudo da família dos Flávio Nogueira, além do mais revela que pode está existindo conflitos de interesses entre o que é público e o que é privado. Entre o que é de interesse da família em questão e o que é de interesse do contribuinte.


O resultado da última eleição, inclusive, evidencia que o povo brasileiro de um modo geral mostrou-se cansado dessa mistura entre o que é dele e o que os políticos querem para eles. Essa ideia, no entanto, ainda se faz de forma muito tímida no estado piauiense.


Um documento anexado aos autos dessa tomada de contas especial e que pede o adiamento do julgamento das constatações do uso de “notas fiscais inidôneas” para justificar o repasse de R$ 800 mil da pasta estadual do Turismo ao Instituto Cultural Arte e Esporte – ICAE, evidencia que o escritório de advocacia que carrega o nome “Bruno Correia Lima Advogados Associados”, e do qual o atual secretário da pasta, de nome Bruno Correia Lima, é um dos sócios, é o mesmo que faz a defesa do ex-secretário estadual da pasta, Flávio Nogueira – deputado federal eleito, enrolado no caso em tela.


O usou das notas fiscais frias para justificar dinheirama liberada pelo Turismo, quando à frente Flávio Nogueira, visou fazer frente a repasses para o fictício “Seminário Piauiense do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Região Turística do Meio Norte, nos municípios de Teresina e Parnaíba”.


Só que nada teria sido realizado a contento, segundo os técnicos do TCE.


A SUCESSÃO DE SECRETÁRIOS NA PASTA


Quando saiu da pasta, Flávio Nogueira passou o bastão para o seu filho, Flávio Nogueira Júnior. Este, por sua vez, quando precisou se afastar do cargo para concorrer ao posto de deputado estadual, ficou em seu lugar o advogado de nome Bruno Correia Lima, que logicamente, com base na legislação vigente no país, deve não só aplicar bem os recursos públicos, mas zelar pelo interesse dos governados, como também fazer valer, por exemplo, o imperioso dever de ver restituídos aos cofres públicos recursos do erário que possam ter tido má aplicação.


Ocorre que o escritório de advocacia que defende o ex-secretário que também pode ser responsabilizado pelo sumiço da dinheirama é vinculado ao atual secretário.


Ouvido pela reportagem, o advogado Bruno Correia Lima confirmou que é “sócio do escritório”, mas que não advoga desde a posse na pasta do Turismo, estando “impedido” de advogar tanto para “Doutor Flávio quanto para qualquer outro cliente do escritório” por conta do “cargo em comissão”.


Acresceu ainda que além de outros sócios o escritório possui outros “advogados contratados”.


PEDIDO DE ADIAMENTO



Com a sessão de julgamento sucessivas vezes adiada, por diversos motivos, e remarcada para o dia 8 de novembro próximo, o escritório “Bruno Correia Lima Advogados Associados” solicitou novamente o seu adiamento em virtude do interesse do ex-gestor Flávio Nogueira em se fazer presente para assistir à apreciação do caso das notas frias.


Técnicos do TCE e o Ministério Público de Contas já o imputam responsabilidade pelo montante desperdiçado, visto que era o secretário da época, mas há esperanças de que os conselheiros alterem esse entendimento.


A justificativa para o adiamento da sessão é que Flávio Nogueira, eleito deputado federal, estará durante 20 dias, segundo ele, em Brasília, “participando de atividades junto ao Congresso Nacional alusivas à sua posse”.


Portanto, esse seria o fato impeditivo para se fazer presente no julgamento a ocorrer no TCE.


Daí o pedido de adiamento da sessão para o dia 22 de novembro.


ESCRITÓRIO TAMBÉM ATUA PARA FLÁVIO NOGUEIRA JR. NO TCE


Outra das ‘coincidências’ que ocorrem na pasta do Turismo é que um outro ex-secretário da pasta, Flávio Nogueira Jr., também é defendido no TCE pelo mesmo escritório de advocacia que defende o pai, que por sua vez vem a ser o “Bruno Correia Lima Advogados Associados”.


Aqui a defesa é em decorrência de uma tomada de contas especial que o TCE mandou a Secretaria de Turismo instaurar para averiguar o destino de R$ 150 mil de um convênio relativo a 2013 para a gastança no carnaval de Luís Correia.


Flavio Nogueira Jr., no entanto, notificado até por edital, não se deixou encontrar para repassar os documentos decorrente da tomada de contas, embora não tenha sido ele o responsável pela longínqua assinatura do convênio.


Foi então que a Corte mandou notificar o novo secretário, que entrou com a saída de cena de Flávio Jr. para ser candidato ao posto de deputado estadual.


E quem era o novo secretário? Justamente o advogado de nome Bruno Ferreira Correia Lima.



Por conta do desleixo nesse processo, Flávio Nogueira Júnior inclusive já foi até multado em 1000 UFIR – PI.


A peça de defesa do mais recente ex secretário é assinada pelo advogado Fernando Ferreira Correia Lima.


O mesmo que defende Flávio Nogueira pai no TCE e membro do escritório do qual o atual secretário da pasta se afastou para exercer o cargo político.



Flávio Nogueira Júnior, deputado estadual reeleito


TRECHO DA DEFESA DE FLÁVIO NOGUEIRA Jr. no TCE



 


 

FONTE: Portal Cidade luz/ Por Rômulo Rocha – Do Blog Bastidores

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