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Saúde

30/10/2018 ás 12h05

Direto da Redação

Barras / PI

Casos de sarampo intensificam debate sobre a vacinação
Dados do Programa Nacional de Imunizações mostram que brasileiros têm aderido menos às campanhas
Casos de sarampo intensificam debate sobre a vacinação
(Foto: Reprodução)
 

Em outubro, o Brasil chegou a mais de 2 mil novos casos de sarampo em 2018, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A volta da doença, que já havia sido eliminada no país, acendeu um alerta. Apesar dos esforços do governo federal, dados disponíveis no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) mostram que os indicadores de coberturas vacinais têm apresentado queda nos últimos anos, acentuando-se em 2017, comparados aos anos anteriores.


Isso corre, em parte, pelo crescimento do movimento antivacina no país. Ao optar por não imunizar as crianças ou não aderir às campanhas nacionais, parte dos brasileiros acaba colocando a população em risco quanto à transmissão de doenças imunopreveníveis.


Não é o caso da estudante Karoline Carvalho Schueler, de 22 anos, que levou o pequeno Vicente, de apenas 2 meses, para vacinar no Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Ciente da importância da imunização para bebês e crianças até 4 anos, Karoline exibiu orgulhosa a caderneta de vacinação do filho no dia em que ele tomou as vacinas contra poliomielite e rotavírus, além de doses da pneumocócica e penta.


— É melhor prevenir do que tratar a doença. Eu também me vacinei quando estava grávida contra a meningite e hepatite — destaca.


Diversos fatores contribuem para a redução da cobertura vacinal no país. Um deles é o sucesso das campanhas de vacinação do passado. Os pais e responsáveis da geração atual, que foram beneficiados com a vacinação no passado e não conviveram com essas doenças, começaram a achar que não precisam vacinar seus filhos. São gerações que não vivenciaram os casos de paralisia infantil, sarampo, varíola e difteria. Somado a isso, os próprios profissionais de saúde não recomendam, de maneira tão enfática, a vacinação e não cobram dos usuários do SUS a caderneta de vacinação atualizada.

FONTE: O Globo

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