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Política

17/09/2018 ás 07h43

Direto da Redação

Barras / PI

Bolsonaro chora e diz que PT quer fraudar eleição
Caso suas previsões se concretizem, afirmou que passará a fazer transmissões ao vivo todas as noites, durante o horário eleitoral.
Bolsonaro chora e diz que PT quer fraudar eleição
Reprodução
 

Quando o filho, Eduardo Bolsonaro, girou a câmera e a posicionou para que Jair Bolsonaro (PSL) pudesse falar ao vivo de seu leito no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o Facebook registrava pouco mais de 80 mil pessoas assistindo, neste domingo (16), ao pronunciamento do presidenciável, vítima de uma facada em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro.


Em segundos, o número foi se multiplicando, com picos de mais de 250 mil espectadores ao longo de 20 minutos de transmissão ao vivo.



 Falando pausadamente e chorando em alguns momentos, Bolsonaro agradeceu os médicos, à família e, sobretudo, tratou do processo eleitoral.


Sugeriu a possibilidade de fraude nos resultados das urnas como parte de um plano para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa deixar a prisão, onde está desde abril.


"O que está em jogo no momento é o futuro de todos vocês. Até o futuro de você que apoia o PT –você é um ser humano também", afirmou o presidenciável, que então começou a tratar do que chamou como o "jogo de poder" e o "domínio de uma nação".


"Você aceitaria passivamente, bovinamente, ir para a cadeia? Você não tentaria uma fuga? Bem, se você não tentou fugir, com tudo ao teu lado, é obviamente porque você tem um plano B. Qual é o plano B desse presidiário? Desse homem pobre, lá atrás, que roubou todas as nossas esperanças? Não consigo pensar em outra coisa a não ser o plano B se materializar numa fraude", disse.


Minutos depois, Bolsonaro afirmou que Fernando Haddad, o candidato do PT, se eleito, "assina no mesmo minuto da posse o indulto do Lula", a quem o adversário nomearia para assumir a Casa Civil. O capitão reformado passou, então, a fazer uma ampla defesa do voto impresso, cuja obrigatoriedade foi rejeitada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), para evitar fraudes nos resultados das eleições.


Não é a primeira vez que o presidenciável do PSL coloca o processo eleitoral sob suspeição. "As eleições, de qualquer forma, estão sob suspeição", disse em julho, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.


"Pinta nova pesquisa do Datafolha, pelo amor de Deus. O dono do Datafolha discutindo a sua pesquisa na Globonews, a narrativa agora é que eu perderei para qualquer um no segundo turno", afirmou o candidato, que voltou a dizer que a possibilidade de "fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta".


"Se essas fraudes fizessem presidente, nessa tese minha, acabou a democracia", disse.


Dirigindo-se à imprensa ("ninguém mais do que eu tem consideração para com vocês"), que costuma criticar e dizer que publica mentiras a seu respeito, Bolsonaro recomendou a leitura de documentos partidários do PT que tratam de propostas para o controle social da mídia.


"O PT não esconde o que faz mais. Por favor, leiam dois documentos apenas: o primeiro, o caderno de tese do PT de 2015. Depois, o outro documento, a análise da conjuntura de 2016", afirmou.


"Se vocês lerem com atenção esses documentos, entre outras barbaridades, vocês vão ver lá claramente escrito que o PT vai buscar, sim, o controle social da mídia. Vocês vão perder a liberdade. Sei que nem todos têm hoje em dia, quem tem alguma vai perder completamente."


Segundo informou em suas redes sociais, o candidato foi autorizado pelos médicos a fazer o pronunciamento ao vivo.


Desta vez, chorou ao relembrar o ataque e a cirurgia de emergência a que foi submetido ainda em Juiz de Fora.


O candidato deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neste domingo (16) e se recupera bem, segundo boletins divulgados pelo Einstein. Ele foi submetido a uma segunda cirurgia na última quarta-feira (12).


O filho Carlos Bolsonaro publicou, mais cedo, um vídeo em que ele aparece caminhando, com apoio, pelos corredores do hospital.


No Facebook, Bolsonaro disse que espera receber alta e voltar para casa em uma semana, "se Deus quiser".


Caso suas previsões se concretizem, afirmou que passará a fazer transmissões ao vivo todas as noites, durante o horário eleitoral.


"Dá para nós, juntos, salvarmos o Brasil. Nós não podemos continuar flertando com a Venezuela. Olha o que está acontecendo com aquele povo, aquele povo é vítima do regime apoiado pelo PT, pelo PC do B e pelo PSOL", afirmou. 

FONTE: Cidade verde

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