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10/07/2018 ás 08h56

Redação II

Barras / PI

Encontrado fóssil de cachimbo de barro utilizado por povos primitivos na região de Barras PI
O geógrafo, José Barbosa Neto, encontrou um fóssil de cachimbo de barro, na localidade "Espingarda", em Barras-PI,
Encontrado fóssil de cachimbo de barro utilizado por povos primitivos na região de Barras PI
Reprodução Facebook

Barras PI - O geógrafo, José Barbosa Neto, encontrou um fóssil de cachimbo de barro, na localidade "Espingarda", em Barras-PI, utilizado pelos indígenas Alongazes, primitivos habitantes do vale do Longá, da mesma etnia Tremembé. O artefato foi analisado pelos geógrafos Assis Carvalho Filho, Natalia e a historiadora Pafia.


História de fósseis no Piauí


Os fósseis foram achados na bacia do Parnaíba, que já é alvo de outras pesquisas em razão dos troncos petrificados, com os do Parque Nacional da Floresta Fóssil, no rio Poti, em Teresina (PI). Um deles fósseis corresponde ao crânio e parte do esqueleto de um anfíbio arcaico que habitou lagos tropicais no Nordeste. O animal foi batizado de Timonya anneae em homenagem ao município de Timon (MA), onde foi descoberto. De acordo com Cisneros, o animal era carnívoro e lembraria uma salamandra aquática e uma enguia. 

Outra espécie encontrada na região de Nazária (PI) e foi batizada de Procuhy nazariensis, nome que na língua timbira significa "sapo de fogo". Trata-se de um anfíbio que vivia submerso na água e cujos fósseis foram achados em uma formação geológica conhecida como Pedra de Fogo.

O pesquisador explica que as duas espécies não eram nem sapos ou salamandras. Os estudiosos acreditam que os animais faziam parte de um grupo já extinto. 

Também foram encontrados um anfíbio de dimensões semelhantes as de um jacaré pequeno, cujos parentes viveram no Paraná e África do Sul, e um réptil parecido com uma lagartixa, que só tinha sido visto até então na América do Norte. 

"O primeiro réptil encontrado aqui na região dessa idade, é precisamente uma espécie que já era conhecida na América do Norte, precisamente nos estados do Texas e de Oklahoma nos Estados Unidos. Isso significa que a fauna do Piauí tinha uma relação, uma conexão com a fauna daquela região, hoje em dia parece estranho, mas temos que lembrar que naquela época os continentes estavam unidos, formando o que a gente conhecia como a Pangeia, então a América do Norte estava coladinha com a América do Sul e realmente não é tão difícil que os animais pudessem habitar uma área compartilhada entre os Estados Unidos e o Brasil, e agora a gente pode comprovar que isso de fato aconteceu. Nós temos uma espécie de réptil em comum entre os Estados Unidos e o Brasil na era paleozoica", explixa o pesquisador Juan Carlos Cisneros. 
 
A pesquisa contou com financiamento de órgãos de diversos países, com visita de especialistas argentinos ao Piauí e o envio dos fósseis para trabalhos nos Estados Unidos. Cientistas da África do Sul, Reino Unido e Alemanha também estiveram envolvidos nos trabalhos.

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FONTE: PVPI

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