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Educação

11/06/2018 ás 11h05

Redação II

Barras / PI

Ensino público do Piauí registra melhora em todos os índices educacionais
Estado tem superado metas nacionais e enfrentado problemas históricos de alfabetização.
Ensino público do Piauí registra melhora em todos os índices educacionais
ccom

Desde 2003, a realidade da educação no Piauí tem registrado índices progressistas de nível nacional. Problemas como o analfabetismo, a evasão escolar e o baixo rendimento têm sido enfrentados no estado que já colhe frutos em um novo panorama educacional.  


O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um dos indicadores que têm apontado a evolução da realidade do ensino no estado. O Piauí atingiu a marca de 4.9 em 2015, superando metas projetadas pelo Ministério da Educação para os quatro anos seguintes. Em 2005, o estado registrava índice geral de 2.8.


“O Piauí já atingiu a nota 4.9, em 2015; com certeza, ultrapassará a média 5.1 prevista para 2021 e se aproximará da nota 6.0 que é a mesma dos 20 melhores países que aplicam essa metodologia de avaliação da educação”, explicou o governador Wellington Dias que leva o título de gestão do Estado no período de crescimento.


A consequência mais visível desse processo é o melhor posicionamento do Piauí no ranking dos estados da federação. Das últimas posições ocupadas em 2005, os novos índices do Piauí o projetam na 14ª posição entre as 18 maiores do país.


Alunos matriculados


Nos últimos três anos, quase dobrou a quantidade de matrículas na rede pública no Piauí. No início de 2015, o Estado tinha pouco mais de 200 mil alunos matriculados. Em 2017, mais de 340 mil estudantes estiveram matriculados nas 659 escolas, distribuídas por todo o território do estado.


Evasão escolar


Com o Mobieduca.me, a Seduc conseguiu diminuir a evasão escolar em 13% e a infrequência em 76%. Premiado nacionalmente, o sistema desenvolvido no Piauí funciona como uma agenda eletrônica que pode ser acessada pelos professores, pais e alunos. Por meio dele, é possível se informar sobre as atividades na escola, frequência escolar, notas e reuniões.


Analfabetismo 


Em 2001, 31,81% da população piauiense a partir de cinco anos de idade era considerada analfabeta. Quatorze anos depois, o índice era de 17,78%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. De acordo com o levantamento, a redução da taxa de analfabetismo no estado foi de aproximadamente 44% no período, quando no Brasil a redução foi de 38% e, no Nordeste, de 36%.


Pré-Enem


Garantindo uma série de revisões preparatórias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Pré-Enem Seduc realizou, ao longo dos últimos três anos, diversas ações para reforçar o conteúdo educacional aos alunos da rede estadual. A lista dos aprovados só cresce e, apenas em 2017, cerca de 8.000 alunos ingressaram no Ensino Superior com ajuda do programa.


O Passe Livre Enem, outra ação do Pré-Enem, garantiu o transporte escolar no interior e cartão com créditos para os alunos da rede estadual, garantindo o transporte público coletivo gratuito nos dias de prova do Enem. Com isso, o Piauí foi por dois anos consecutivos (2016 e 2017), o estado com menor abstenção nos dias de prova do exame.


Destaque nacional


A Unidade Escolar Augustinho Brandão, localizada na cidade de Cocal dos Alves, a 260 km de Teresina foi considerada como a de melhor ensino médio do país. Entre as escolas que atendem alunos mais pobres, com renda familiar de até um salário mínimo, a Augustinho Brandão obteve o melhor desempenho Enem de 2011. Sua média, superior à nacional, desbancou mais de cinco mil instituições públicas e privadas, ultrapassando 32 escolas do país que têm os alunos mais ricos, com renda familiar de mais de 12 salários mínimos.


Valorização do professor


Os professores do Piauí recebem salário acima do piso nacional do magistério. Hoje, para a carga horário de 40 horas semanais, o Estado paga a professor R$ 2.960,00, bem acima do piso, que é R$ 2.455,35, pago por estados como São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Santa Catarina e Bahia


Somando-se os reajustes proporcionados à categoria dos professores de 2015 até hoje, os ganhos salariais chegam a 23,3%, enquanto que no mesmo período o salário mínimo subiu 19%.


De 2015 a 2017, a Seduc corrigiu a defasagem existente na promoção do magistério. Foram assinadas 4.833 mudanças de nível, promoção horizontal por tempo de serviço, e 1.367 mudanças de classe, promoção vertical por titulação acadêmica. Essas promoções impactam diretamente em melhorias salariais, além de valorizar o compromisso dos servidores para com o serviço público.


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FONTE: ccom

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