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Brasil

22/05/2018 ás 16h10 - atualizada em 22/05/2018 ás 16h14

Direto da Redação

Barras / PI

Tribunal nega recurso e determina prisão de Azeredo
Em entrevista ao Estado antes do julgamento, Azeredo disse se sentir injustiçado.
Tribunal nega recurso e determina prisão de Azeredo
O ex-governador de MG Eduardo Azeredo (PSDB) (Crédito: Agência Brasil)
 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acaba de formar maioria rejeitando o último recurso cabível contra a condenação do ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, a 20 anos e um mês de prisão por participação no Mensalão Mineiro. Até o momento três dos cinco desembargadores responsáveis pelo julgamento apresentaram voto. Os magistradas determinaram ainda emissão imediata de mandado de prisão contra o tucano.


Segundo a sentença de Azeredo em primeira parte instância, o início do cumprimento da pena deve ocorrer esgotada a possibilidade de recursos na Justiça do estado. O ex-governador completa 70 anos em setembro. Nessa idade está prevista a prescrição da pena, que leva em consideração datas como a da apresentação da denúncia. A condenação de Azeredo a 20 anos e um mês de cadeia é por peculato e lavagem de dinheiro.




 

 


 



Segundo denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Azeredo foi um dos principais articuladores do esquema, que, ainda conforme a promotoria, funcionava retirando recursos de estatais como o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), e os repassava para a campanha pela reeleição de Azeredo, em 1998. Na disputa, o tucano foi derrotado por Itamar Franco. O esquema segundo MP utilizava agências de publicidade de Marcos Valério para a movimentação dos recursos.


Em entrevista ao Estado antes do julgamento, Azeredo disse se sentir injustiçado. “Nunca cometi nenhum crime. A população de Minas Gerais conhece minha vida a fundo. Sou absolutamente inocente”.


Azeredo disse ainda que “inúmeros depoimentos que me inocentaram não foram reconhecidos (no processo). Houve extrapolação da acusação. Irei recorrer à instâncias superiores”. Rejeitaram o recurso, chamado embargos declaratórios, até o momento, os desembargadores Júlio César Lorens, Alexandre Victor de Carvalho e Pedro Vergara.

FONTE: Isto É

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