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16/05/2018 ás 08h45 - atualizada em 16/05/2018 ás 09h46

Redação II

Barras / PI

Teresina registra 34 casos de exploração sexual por mês
o número de casos de exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes é alarmante.
Teresina registra 34 casos de exploração sexual por mês
Reprodução

Em Teresina, o número de casos de exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes é alarmante. Somente os Conselhos Tutelares das zonas norte e leste da capital já totalizam 138 casos, nos quatro primeiros meses deste ano. O número faz jus ao dado que foi apresentado pela Sociedade Brasileira de Psicologia, de que a cada hora no Brasil três crianças são vítimas de abuso. Os dados mostram ainda que, em 70 % dos casos de estupros, há o envolvimento de menores de idade. Esse é um problema que causa grande preocupação à sociedade, levando órgãos e instituições de defesa dos direitos da criança e do adolescente a desenvolverem trabalhos de conscientização, bem como uma solução por parte da Justiça.


Em Teresina, os conselhos tutelares realizam, em média, 34 registros por mês de casos de abuso, tendo como vítimas crianças e adolescentes. O número de abusos contra crianças do sexo feminino continua sendo superior ao masculino, mas os meninos não estão imunes a essa violência.


Os maiores prejuízos às crianças são percebidos ao longo do tempo, quando os atos de violência sexual vêm acontecendo e interferindo no comportamento das vítimas. São situações de abuso ou ainda exploração, o que acarreta uma série de traumas carregados por essas pessoas e que na maioria dos casos não conseguem externar o que passam, para assim pedir ajuda.


Segundo Djan Moreira, conselheiro Tutelar de Teresina, o sistema ainda é falho quando se trata de ações em busca da solução para o problema. Ele afirma que esse é um problema que precisa ser mais debatido e que deve haver ações mais consistentes, tendo em vista a gravidade com que casos tem aparecido e como são tratados.


O conselheiro faz críticas de como são conduzidas as investigações dos casos, bem como os primeiros procedimentos quando os eles chegam às delegacias no Piauí. Djan ressalta o fato de não haver um local especializado para a realização de exames para crianças e adolescentes do sexo masculino. “É uma situação de constrangimento para esses garotos serem encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML). Eles se juntam a presos e a mortos. Deveria haver um local exclusivo para atender essas crianças, assim como acontece com as menias que são levadas para a Evangelina Rosa”.


Djan Moreira relata ainda que para atender às vítimas de abuso, os Centros de Referências, ou seja, os CREAS não possuem psicólogos suficientes para atender a demanda. “São muitos casos para serem atendidos e poucos profissionais para dar conta. Com isso, a criança ou o adolescente passa muito tempo para iniciar sua terapia, isso para amenizar a dor dos traumas ocasionados pelos abusos”.


O conselheiro tutelar também ressalta a necessidade de haver um juizado específico para os casos de violência sexual. “Isso traria uma maior responsabilização para o agressor, além de uma maior celeridade nos processos. É inadmissível que se passe tantos anos para se julgar um caso de aliciamento, estupro, abuso, exploração. As famílias sofrem juntas quando veem que muitos casos levam anos e anos para ter uma sentença”, acredita Djan. “É importante que as vítimas não venham ver que o seu caso ficou impune”, completa.


“As pessoas têm que sair da inércia, têm que reagir, denunciar. Não precisa se identificar, pois quanto mais rápido o agressor for denunciado, mais rápida a solução e o fim do sofrimento da criança e da família”, finaliza Djan Moreira.


Para fazer a denúncia, a pessoa pode ligar para o Disque 100 ou ainda para a Guarda Municipal de Teresina, por meio do número 153.


 

 

FONTE: meio norte

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