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22/08/2017 ás 10h21

Direto da Redação

Barras / PI

MPF debate segurança, ética e cidadania na internet
O objetivo da oficina é educar para boas escolhas online, como diz o tema.
MPF debate segurança, ética e cidadania na internet
(Foto: Reprodução)
 

O Ministério Público Federal, em Teresina (PI), promoveu durante todo o dia de hoje (21) a oficina 'Segurança, Ética e Cidadania na Internet: Educando para Boas Escolhas Online". Educadores e gestores de diversas entidades de ensino da rede pública e privada participaram da atividade que integra o projeto “Ministério Público pela Educação Digital nas Escolas”, realizado pelo MPF em parceria com a organização não governamental SaferNet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).


A atividade ofereceu a professores e demais operadores do sistema de direitos subsídios para o desenvolvimento de atividades pedagógicas acerca dos desafios para o uso seguro e cidadão da internet, abordando temas como ciberbullying, sexting, aliciamento, privacidade, canais de denúncia e uso excessivo da rede.


Na abertura do evento, o procurador-chefe da PR/PI em exercício, Tranvanvan da Silva Feitosa, deu as boas vindas aos presentes no primeiro evento público do MPF em Teresina, realizado no auditório da nova sede.


O procurador regional dos Direitos do Cidadão no Piauí, Kelston Pinheiro Lages, destacou aos presentes – em especial aos educadores e gestores da área da educação - que o objetivo da oficina é unir esforços para a prevenção e combate à pornografia infantil e racismo veiculadas na internet. Enfatizou, ainda, que o Ministério Público Federal, em parceria com a ONG SaferNet Brasil, conta com os professores para que ensinem e orientem seus alunos – crianças e adolescentes – a se protegerem e utilizarem a internet de forma saudável e responsável.


“Esperamos que os educadores e gestores multipliquem esses conhecimentos nas escolas e ensinem nossas crianças e adolescentes a se protegerem e usurem a internet de forma saudável e responsável para que não sejam vítimas nem futuros agressores nesse novo espaço social”, enfatizou em sua fala.


SaferNet - O psicólogo Rodrigo Nejm, diretor da SaferNet Brasil, iniciou sua participação agradecendo o MPF pela oportunidade de estar do Piauí repassando esses conhecimentos. Ele destacou que a tônica da oficina não é passar orientações técnicas da área de tecnologia da informação sobre a utilização da rede. Mas, sobretudo, compartilhar informações e conhecimentos para que os educadores possam ajudar as crianças e adolescentes a lidarem com esses problemas ocasionados pelo mal uso da internet.


“Como bem abordou o procurador em sua fala, um dos principais objetivos da nossa apresentação aqui é somar esforços, compartilhando abordagens, perspectivas e materiais que possam ajudar os educadores nessa missão,” enfatiza.


O diretor da SaferNet Brasil disse que muitos confundem a habilidade de crianças e adolescentes ao utilizarem as ferramentas e equipamentos digitais com a maturidade desses jovens para estarem nesse novo espaço. Ele destacou que eles possuem o conhecimento técnico mas precisam que a cidadania esteja conectada a esse mundo digital.


Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) apontam que cerca de 23 milhões de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos são usuários de internet no país – número que corresponde a 79% da população brasileira que está nessa faixa etária.


Ministério Público pela Educação Digital nas Escolas - Realizado pelo Ministério Público Federal, em parceria com a organização não governamental Safernet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil, o projeto “Ministério Público pela Educação Digital nas Escolas” se alinha às diretrizes estabelecidas pelo Marco Civil da Internet (Lei Nº 12.965/2014), que em seu artigo 26 destaca o dever constitucional do Estado na prestação da educação para o uso seguro, consciente e responsável da internet como ferramenta para o exercício da cidadania, a promoção da cultura e o desenvolvimento tecnológico.


Coordenado pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), por meio de seu Grupo de Trabalho Comunicação Social – com auxílio do Grupo de Trabalho de Enfrentamento aos Crimes Cibernéticos (2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF) e do Grupo de Trabalho sobre Tecnologias da Comunicação (3ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF) –, o projeto visa contribuir para o debate e a capacitação de educadores no tema, formando agentes multiplicadores em instituições de ensino.

FONTE: Com informações do Piaui Hoje / Edição: Visão Piauí.

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